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Uma existência Divina às margens do Vale do Guaporé

Este livro é um registro sobre a existência e a memória de uma Amazônia
enegrecida, brotada e frutificada no seio do Vale do Guaporé, estado de
Rondônia, em estreita relação com Vila Bela de Santíssima Trindade, Mato
Grosso, a partir da resistência de suas próprias raízes entrelaçadas à
ancestralidade da cultura indígena, e com o alcance e propagação de uma fluência
comunitária exclusiva na linha de comunicação com a fé. Criando das Das relações com o Rio Guaporé, cria-se a oportunidade de celebrar e receber as bênçãos do Divino; , bem como também de promover uma cultura dignificadora de seus corpos, além de reconciliar com as memórias de opressão, reposicionadas à semeadura dos afetos e do futuro das identidades guaporenses.

Assim, percebemos as múltiplas faces de um processo de formação das
identidades tradicionais amazônicas, referentes aos anos oitenta 80 e
noventa 90, e ao início de 2000, registradas por Luiz Brito. Nascido em
Porto Velho, Rondônia, Brito é fotógrafo documentarista, e servidor público da
cultura. Em relação aos períodos mais recentes, como de 2016, até a
chegada da pandemia, foram registradas registrados pelos fotógrafos e
ativistas, Ederson Lauri e Marcela Bonfim, ambos remanescentes de fluxos
migratórios da região norte Norte. Sendo que Lauri, chegado recém recém-
nascido em Cacaulândia, de Prudentópolis, Paraná, tornando-se mais tarde
professor e pesquisador visual; e Marcela, antes de migrar para Porto
Velho, em 2010, nascida nasceu e crescida em Jaú, interior de São Paulo,
mas vinda de onde partiu para a capital paulista em busca do primeiro emprego
como economista; se (re)conhecendo-se depois como pensadora de imagem.

Ao adentrar às páginas desta edição, podemos fluir por aspectos
importantes de um múltiplo tempo espaço, localizado na fronteira Brasil/Bolívia,
e evidenciado pelas presenças quilombolas, indígenas e fronteiriças, com os
colonos bolivianos; além dos auto reconhecidos afro-indígenas, cabocos,
bugres, beradeiros, ribeirinhos, minhocas da terra: Povos da Romaria do
Divino Espírito Santo do Vale do Guaporé.

É nesta região que chegadas e partidas se encontram em movimentos exclusivos de cada ano, cada localidade, e cada indivíduo, com suas necessidades e desejos; atendidos ou guardados pelo Tempo.; E foi este Tempo que também abrigou todo um período de distanciamento social, e de perdas irreparáveis pela COVID-19; deixando toda a Corte com a sensação de segurar um copo vazio, ao pensar em quem partiu, e não vai mais chegar.

Ademais, desejamos aos remadores destes múltiplos encontros e
sentidos, a fluência nos detalhes impressos à visualidade de ressignificação
destes corpos culturais e políticos, aproximados à comunhão de ambas as
margens do Rio;, mobilizadas em direção à identidade do Divino do Guaporé.
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